Leitura

Resenha de Livro: Psicose

Qual é o momento certo de uma mãe deixar seu filho viver sua vida e largar da “barra da sua saia”? Qual é o tipo certo de educação que você deve dar ao seu filho se você apenas quer protegê-lo da sua própria cabeça? Psicose, de Roberth Bloch, é um livro de suspense psicológico que o faz enlouquecer junto com o personagem principal, Norman Bates.

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Baseado em fatos reais, basicamente na história do homicida americano Edward Theodore Gein – conhecido como Ed Gein – , de Winsconsin acusado de matar duas pessoas, além de exumar cadáveres do cemitério local para fazer troféus e lembranças. Ed tinha uma relação conturbada com a sua mãe, que não o permitia ter amigos, dizia que o sexo era algo terrível e que todas as outras mulheres eram prostitutas. O que o fez ser uma criança estranha no colégio e sofrer bullying, pois segundo os colegas, ria sozinho ás vezes e tinha um jeito afeminado.

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É com esse personagem intrigante e assustador, que ganhamos uma base para o livro Psicose. Tudo começa quando Mary Crane, cansada de esperar que seu noivo Sam Loomis quitasse suas dívidas para que eles pudessem casar, rouba quarenta mil dólares de um cliente do seu local de trabalho e acaba fugindo, ao encontro do noivo. Porém, nesse percurso ela acaba parando no Motel Bates, e infelizmente conhece Norman Bates, dono do motel. Quando Lila Crane, percebe o desaparecimento da sua irmã, logo contata Sam Loomis para saber onde ela está, mas ela não está com ele. Junto com o detetive contratado para a busca do dinheiro, Alborgast, Lila e Sam começam uma busca para encontrar Mary, sem saber o quão perturbante será esse trajeto.

O livro inspirou o filme “Psicose” de Hitchcock de 1960, um dos melhores filmes de terror de todos os tempos, se não foi o melhor da sua época, fazendo a história perpetuar por todo esse tempo, e ser atual ainda. A edição que eu li é nova, da DarkSide®, com capa dura, e várias fotos do filme. É mais uma edição de colecionador mesmo, o número de cada capítulo vem simbolizado pelas chaves dos quartos do motel, todo ele é bem assustador, com marcas de sangue, letras vermelhas, e tudo mais. Mas a  DarkSide® também fez outra edição onde na capa branca aparece o ralo do banheiro da cena mais icônica do terror, a cena do chuveiro.

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A história é perturbadora. Norman teve uma criação parecida com a de Ed Gein, super protegido pela sua mãe, que possui uma personalidade dominante nele. Fazendo com que um homem de meia idade, ainda não tenha casado e more na casa da mãe. Eu já a conhecia através do filme Psicose, mas no livro tive o prazer de poder entrar na mente do Norman Bates e saber que ela é ainda mais confusa e cheia de loucuras do que quem assistiu o filme pensou. Além de no livro a fisionomia dele ser totalmente diferente do ator que o interpretou no filme, Anthony Perkins. O filme também tem outras alterações que não interferem muito na história do livro, e que também ficaram muito boas. Amei todo o enredo que Roberth Bloch criou a partir de uma história real, e de como as coisas se encaixam. Além de toda a edição do livro inspirar medo, suspense e terror, fazendo com que a leitura seja mais aterrorizante!

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Esta história inspirou, além do filme Psicose de 1960, o Psicose II, III e IV. Além de um outro remake de 1998, estrelado por Vince Vaughn, Julianne Moore, Viggo Mortensen e Anne Heche, e uma série de tv atual “Bates Motel”. Além disso, a história de Ed Gein foi base para mais dois dos melhores filmes de terror/suspense de todos os tempos: O Massacre da Serra Elétrica de 1974 e O Silêncio dos Inocentes de 1991.

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E aí, gostaram da minha primeira resenha? Espero que sim! rs. Espero que conheçam essa história maluca, e muito boa! Obs.: As imagens são minhas, por isso ficaram feias – foram tiradas do celular. haha

Beijinhos!

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10 thoughts on “Resenha de Livro: Psicose”

  1. Quando vi essa edição nas livrarias pela primeira vez, meus dedos coçaram, do mesmo modo quando vi a nova edição de “2001: Uma Odisseia no Espaço” do Arthur C. Clarke (o livro tem o aspecto do “monolito negro” e vem em um estojo com o “olho” do HAL na capa). Mas acabei levando o “2001”… Agora tenho motivos para comprar também o “Psicose” – e que não são apenas os visuais/gráficos, é claro.

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